António Marques Pinho António Marques Pinto
Manuel Antunes António Marques Antunes
Manuel Soares Antunes Manuel Soares Antunes

Há 58 anos que faz parte da cidade

Esta é uma história que começa em 1960 e que continua a construir-se 58 anos depois. Dois conceituados comerciantes do Porto, o “Soares” e o “Marques” que com a força da juventude dos seus filhos, Manuel Antunes e Manuel Marques Pinho, tiveram a audácia de fundar a Marques Soares, uma pequena casa de tecidos no n.º 92 da Rua das Carmelitas. Queremos eternizar esta história composta de muitas pequenas histórias, e com ela homenagear os seus fundadores.

As nossas histórias

  • Rita Pais

  • Maria Amélia Rodrigues

  • Serafim Ferreira

  • Albino Martins

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Queremos conhecer as múltiplas histórias e vivências que vocês, clientes, fornecedores, amigos desta casa têm para partilhar. Até dia 25 de dezembro vamos premiar as 58 melhores histórias com um Gift Card Marques Soares no valor de 50€ em compras nas nossas lojas.

O noivo mais bem vestido

A confiança

Vestir o futuro

Um padrinho para vestir

O meu casaco

30 anos de fato

A aventura das compras com o meu carocha

Momentos que marcam a nossa história…

A loja da minha infância

O casaquinho de coelho

O meu primeiro emprego, a minha segunda familia…

Consigo desde 1960
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O noivo mais bem vestido

Foi em Julho de 2007 mais precisamente a 07/07/2007 que me casei. Um dos dias mais importantes da minha vida merecia um traje a rigor. Tal como já o meu pai o tinha feito, fui sem dúvida visitar a Marques Soares para o melhor fato encontrar. Entrei e mal souberam que eu era noivo prontificaram-se a ajudar-me e só saí de lá quando já não tinhas dúvidas. Escolhi o melhor fato, não só o que me assentava melhor, mas também o que me fazia ter confiança para este grande passo. Todos comentaram a beleza do vestida de noiva mas também a elegância do fato do noivo. Obrigada Marques Soares.

A confiança

Tinha um casamento de uma amiga muito chegada e estava tão atarefada com os exames da faculdade que deixei chegar super perto da data do casamento e não tinha vestido para levar! Tinham-me dito que a Marques Soares tinha roupa lindíssima e de qualidade, mas nunca tinha experimentado… Levada pela curiosidade e pela necessidade de ter de escolher um vestido para levar ao casamento, visitei a Marques Soares online. O difícil foi escolher! Quando chegou a minha encomenda, nem quis acreditar! Eu que nem sou muito adepta de compras online tinha comprado um vestido lindíssimo e que me ficava lindamente! Ainda hoje o tenho e adivinhem qual a última vez que o usei?! No batizado da filha que nasceu do casamento ao qual o vestido foi usado! Um vestido que vai ficar para sempre na memória assim como a minha loja de eleição!

Vestir o futuro

Quase todas as histórias começam com “era uma vez”. Curiosamente esta começa com “entrevista 12h emprego”. Foi assim que o telemóvel me recordou o compromisso assinalado para esse dia.

Sim, advocacia, pontualidade e uma entrevista marcada para uma tarde ensolarada de outono com um nervoso miudinho típico de um rapaz recém licenciado a preparar-se para a sua primeira entrevista de emprego. “Pedro, que gravata é essa?” É verdade as mães têm sempre razão e o azul marinho não tende a combinar com a gravata do traje académico. Lembro-me a 4h da entrevista de um armazém com o mesmo apelido que eu e bem mais elegância que o meu guarda roupa. “Ainda tenho tempo!” Penso para mim ao estacionar perto da loja da Marques Soares.

Hoje, 10 anos volvidos desde os conselhos dados por um senhor que me ensinou a fazer o nó decente da gravata, dou por mim, numa tarde também ensolarado, a recrutar um jovem advogado, certamente com sonhos e sorrio ao pensar em todas as pequenas histórias que a Marques Soares “vestiu” e hoje cresceram e fazem parte do espólio desta marca.

Um padrinho para vestir

Em 1999, um grande amigo convidou-me para padrinho de casamento. Eu só usava roupas desportivas e entrei em pânico, teria de comprar um fato. Fui até Lisboa, entrei em incontáveis prontos-a-vestir masculinos, experimentei inúmeros fatos e estes, ou não me serviam ou não gostava deles. Já em desespero, a uma semana do casamento, fui ter com o meu amigo para lhe dizer que arranjasse outro padrinho pois não queria fazer má figura. Ele chamou-me tonto e levou-me a uma loja onde ainda não tinha entrado. Porquê? Porque não havia uma em Lisboa. Fomos até ao Porto. A loja era a Marques Soares e milagre, encontrei um fato preto que me serviu. Resumindo e concluindo: com um fato preto da Marques Soares, eu nunca me comprometo!

O meu casaco

Foi há 30 anos.Aquele casaco de fazenda custava 20 contos.Piscava-me o olho todos os dias naquela montra.Namorámos durante três meses. Era o meu sonho.Fiquei efetiva na função pública.Tive o meu cartão.Finalmente pude ir comprar o meu sonho. Ainda o tenho. Como novo.Como há 30 anos.

30 anos de fato

Conheci os armazéns um pouco tarde. Preparava-me para a primeira entrevista de emprego e não tinha um fato para vestir. A minha sogra, vossa cliente desde a fundação, levou-me aos armazéns. Não sabia o que comprar, vestir um fato, achava eu, era vestir uma camisa de forças. O funcionário que nos ajudou na escolha foi fundamental, percebeu a minha aflição e rapidamente mudei de opinião. Consegui o emprego, já lá estou há 30 anos e os fatos são a minha farda de trabalho. 😋

A aventura das compras com o meu carocha

Há 51 anos tive conhecimento que existia no Porto os armazéns Marques Soares que facilitavam aos funcionários públicos o fornecimento de bens em prestações, o que me levou de Montalegre ao Porto para saber informações e dar os respectivos dados para abrir a conta e ser cliente.
Como estava grávida da minha filha, comecei logo a comprar algumas coisas, desde ai nunca deixei de comprar, todos os meses ininterruptamente. Se não fosse essa grande casa que eu também ajudei a desenvolver, pois antigamente só havia um prédio com alguns andares, eu não teria roupa de marcas boas, casacos de peles, tapetes de Arraiolos, carpetes, etc. Vesti-me eu, o meu marido, filhos e agora visto os netos (ainda à dias ai estive com o meu neto a comprar algumas coisas).
Andávamos 3 a 4 horas por estradas antigas, sem auto estradas para ir ai fazer as minhas compras. Eram dois dias “perdidos”, pois a distância era muita.
No inverno, quantas vezes ficávamos no caminho no regresso a casa, por causa dos grandes nevões que havia, sem haver lima neves, nem maquinas para limpar as estradas mas nós como sabíamos o que nos esperava, já íamos com botas de água e grandes agasalhos de reserva para estas situações. E como o meu carro, que ainda hoje tenho, um “carocha”, rompia pela neve fora (que até parecia um jeep), víamos grandes marcas ao lado da berma da estrada porque não rompia a neve e o meu “bolinhas” marcava passo e andava sempre.
Tudo isto era muita aventura. Eramos um casal jovem e nada custava, e o carro trazia as belas compras que íamos de propósito aos armazéns Marques Soares fazer.
Ainda à pouco andei a arrumar umas gavetas e encontrei uns pequenos recibos de pagamento que eram amarelos.
Estamos muito gratos a vocês pois ajudaram-nos muito e aos empregados, quando ai vou são muito simpáticos.
Muitas vendas e muito sucesso para vocês e Deus me dê saúde para continuar a fazer compras nos Marques Soares.

Momentos que marcam a nossa história…

Depois de uma tarde às voltas pelas lojas da cidade, foi nos armazéns da Marques Soares que assisti a um dos momentos mais bonitos entre pai a filha… a emoção de um pai, o meu marido, a chorar ao ver a nossa filha com o vestido mais bonito para o seu baile de finalistas, é claro, da Marques Soares!

A loja e as marcas que marcam a nossa vida de todas as maneiras possíveis ao longo de mais de 20 anos e que nunca poderemos esquecer!

A estes armazéns que nos viram crescer enquanto pessoas e família, um muito obrigado e um “até sempre”.

A loja da minha infância

Tenho 62 anos e desde criança me lembro de ir com a minha madrinha, D. Berta da Conceição Carvalho, professora primária fazer compras ao Marques Soares.Era um prazer a tarde em que as duas íamos lanchar fora e fazer umas comprinhas de Natal ou para a Páscoa ou em outra qualquer época do ano para oferecer às pessoas da família.

A minha madrinha era uma senhora de ótimo gosto e quando me oferecia um vestido ou qualquer outra peça de roupa levava- me às Carmelitas e era um consolo. Lindas camisolas, calças, saias, enfim, uma infinidade de coisas que agradavam a uma jovem como eu era na altura e também para ela própria que não prescindia de roupas com bom gosto.

Saudades!

Mas a história não terminou aqui. Formei-me ,tornei- me professora do ensino secundário e logo que comecei a trabalhar fui a nova cliente do Marques Soares. Depois vieram os filhos para quem também era um belo programa ir às compras. Uma vida. Sempre um atendimento simpático e competente, uma opinião.

No dia do casamento do meu filho mais velho, ele estava lindo e vestido e calçado nessa maravilhosa casa. Vê- se bem que o ” lindo” só podia ser comentário de mãe coruja…

Desejo de todo o coração continuação de muito sucesso e felicidades para todos os colaboradores.

O casaquinho de coelho

Estamos nos anos 80 e eu, professora primária, juntamente com 5 colegas tínhamos o costume de vez em quando, dividindo o custo da gasolina pelas 5, ir ao Porto fazer umas comprinhas não acessíveis em Braga.

Geralmente levava eu o carro,a Estela era a pendura e atrás a Sameiro, a Zinha e a Dalila, sempre com histórias e projectos de compras.

A certa altura a Estela sugeriu:
– E se fossemos ao Marques Soares? Tem tudo e pode-se pagar em suaves prestações … …OK,concordamos todas, e assim é uma forma de ficarmos a conhecer…
Bem estava na hora de eu realizar o sonho da minha sogra: ter um casaquinho de pele de coelho. Comprei-o pois tinha a certeza que o meu sogro me ajudaria nas prestações (A carteira de um professora era bem magra na altura😀). A mãe do meu marido adorou o casaco. Com um vestido em tons amarelo,camel,castanhos e azuis juntamente com carteira e sapatos castanho claro era uma toillet perfeita. Quando a Sra.D.Maria Rosa vestia esta roupa com o seu casaquinho castanho escuro de pele de coelho, era notada pelo seu bom gosto. No entanto ela dizia sempre:

– Foi a minha nora que o comprou no Porto no MARQUES SOARES!

O meu primeiro emprego, a minha segunda familia…

Era uma menina e a medo entrei na loja, perguntei quem era o responsável, indicaram-me: “aquele senhor baixinho junto ao elevador”, o Sr. Manuel Antunes. Aproximei-me: “Disseram-me que o senhor é o responsável da loja…o meu nome é Liliana Rodrigues, tenho 17 anos, terminei o 12 ano e procuro o meu primeiro emprego”, observou-me de cima a baixo “Ó pequena percebes de computadores?” Olhando pensativo para o balcão da caixa que estava repleto de clientes. “Sim, tirei o curso tecnológico de contabilidade e gestão.” “Então…vens trabalhar amanhã!” Fiquei inerte, sem saber como agir nem o que pensar. Cumprimentei o Sr. Antunes e disse “obrigada e até amanhã”, sem saber como, onde, a que horas teria de me apresentar. A partir desse dia conheci a outra “família” que durante 12 anos me ensinou, educou, repreendeu, da qual tenho excelentes memórias e saudades!.